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sábado, 25 de fevereiro de 2012

OLHOS ABERTOS: Democracia vs Aborto. Federação vs Estados.

OLHOS ABERTOS: Democracia vs Aborto. Federação vs Estados.

Democracia vs Aborto. Federação vs Estados.


Mulheres Sem Voz
O aborto sempre foi uma questão delicada para se dialogar não foi? Pensamos em consequências, chamamos as vezes de assassinato, achamos sacrilégio, achamos que a mãe que o faz está cometendo um homicídio, etc.
Mas sempre me pergunto: por que um estado que só tem atualmente, 10% de representantes mulheres pode definir sobre questões como essa? A representatividade feminina é mínima, isso falando numericamente, não ideologicamente.
Outra questão é sobre a democracia: por que não se faz um plebiscito para que a população decida, nas urnas, sobre essa questão?
Mesmo que ocorresse tal plebiscito, lacunas existiriam, defeitos, pela seguinte questão: se por exemplo: a apuração de votos no nordeste indicasse que a população de lá é a favor da descriminalização do aborto, mas, no restante do país, os votos contra constituíram maioria?
Então, é necessário a dissociação, neste sentido, da Federação. Assim, a proposta seria de que plebiscitos fosses realizados em cada Estado/Região. Pois assim, realmente ocorreria uma manifestação democrática; em outras palavras, cada Estado teria autonomia para legislar sobre essa questão, a partir desses plebiscitos. Que adiantaria se a população pernambucana, votasse a favor da descriminalização se a lei que entraria em vigor, seria contraria ao desejo do povo pernambucano, por exemplo?
Portanto, acredito que, dentro da “lei”, a proposta mais sensata seria essa, plebiscitos a níveis estaduais para que os estados, tivessem autonomia nesse assunto.
Por ultimo, expresso que não é de minha intenção tomar escolhas sobre as escolhas de outrem, visto que isso não seria liberdade nos moldes existencialistas que acredito; mas sim de que, numa sociedade ainda moralizada, esse talvez fosse um caminho mais justo.


Gabriel Brito.

OLHOS ABERTOS: PATRIARCADO DIREITO DE HERANÇA E PROPRIEDADE PRIVADA Parte II

OLHOS ABERTOS: PATRIARCADO DIREITO DE HERANÇA E PROPRIEDADE PRIVADA Parte II

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

“Espólio à Mais Valia”


“Nenhuma riqueza se constrói sem o trabalho coletivo”. Isso se demonstra como verdade, quando passamos a entender a forma de economia capitalista e como sua propriedade privada dos meios de produção, consiste na transmutação do trabalhador, em uma mercadoria, comprada para produzir mais-valia – valor excedente – para que se obtenha o lucro.
Primeiro, no entanto, é necessário saber o que é mais valia:
De acordo com o próprio Marx: “(…)Comparando o processo de produzir valor com o de produzir mais valia, veremos que o segundo só difere do primeiro por se prolongar além de certo ponto. O processo de produzir valor simplesmente dura até o  ponto em que o valor da força de trabalho pago pelo capital é substituído por um equivalente(…)”. Ou seja, até aqui, o trabalhador despende força de trabalho, modificando a natureza dessa forma, para produzir algo necessário a sobrevivência e que se tornará uma mercadoria por ter seu valor-de-uso, equivalente, ao de outra mercadoria, através dos valores-de-troca equivalentes entre elas.”(…)Ultrapassando esse ponto, o processo de produzir valor torna-se processo de produzir mais valia(valor excedente)”. Pois não interessa ao capitalista, a produção de valores-de-uso, mas a produção de valor além do valor. “(…)Quando se cogita da produção de valor, o mesmo processo de trabalho é considerado apenas sob o aspecto quantitativo”.
Portanto, não interessa os aspectos de utilidade para o produto, mas sim a quantidade produzida. Assim, por exemplo: um trabalhador que transformava seu trabalho, um meio de produzir tecido, para trocar por alimentos, agora passa a trabalhar para o capitalista, vendendo sua força de trabalho, como se fosse uma ferramenta qualquer, tendo o produto de seu trabalho, alienado pelo capitalista, que não deseja os valores de uso das coisas que produz, mas sim a produção em quantidade de seus produtos para sua transformação em valor excedente(mais valia). Temos então que o capitalista não produz valores de uso para transmutá-los em valores-de-troca simplesmente, ele produz mercadorias que lhe sejam convertidas em  valor novamente.
Dessa forma, sempre se produz mais e mais, em empresas, a intenção é sempre fazer a produção aumentar, para se produzir assim, mais lucro.
Mais Valia e Economia de Mercado
No entanto, sendo a economia regida pela lei da oferta e da procura, o que acontece quando o mercado está inundado de produtos?
O valor das mercadorias se reduz, e assim, a mais valia do nosso capitalista, se reduz também. Para que isso não ocorra, tenta-se controlar a produção, estocando alimentos por exemplo, para manter seu valor. Como isso não é suficiente, os mercados precisam se expandir e aí entram os Estados, com multinacionais e a “globalização”, para levar seus produtos a mais mercados – o que se conhece como imperialismo capitalista.
Mas, se prestarmos atenção, veremos que se busca novos consumidores, novos mercados para se atender a superprodução, ou abundancia de produção; não se busca suprir as carências, as pessoas que precisam. Para que a mais-valia prossiga, ou seja, a produção de valor, é necessário que se mantenham preços, se expandam mercados, que o capital circule; por isso, a inflação sempre se manterá de alguma forma, para elevar o preço e se manter na lei da oferta e da procura. O Estado existe para manter a economia capitalista, em movimento; por isso, a carência, a fome, miséria, não interessam ao Estado; pois se toda a população fosse suprida, não haveria procura, e assim, não se produziria mais valia. A mais valia só existe enquanto houver exploração do trabalho, e consumidores para a produção abundante.
A logica final é simples: se o mercado estiver inundado e todos estiverem supridos, não há consumo do excedente; assim, o capital não circula; assim não há economia capitalista; então, é necessário que exista carência.
Logicamente por ser uma economia que em sua estrutura já tem os germes de seu desastre, é necessário que se criem soluções, como veremos posteriormente, com a obsolescência planejada e cartões de crédito por exemplo, para que o capitalismo não entre em colapso.
Por: Gabriel Brito
         Maças Podres

Mulher Morta Com Tiro No Rosto Após Reagir a Assédio

Link: http://globotv.globo.com/rede-globo/rjtv-2-edicao/v/policia-ouve-testemunhas-para-apurar-morte-de-jovem-em-bloco-de-nova-iguacu/1825020
No regime privado, patriarcal, economia capitalista, não é objetivo do Estado, que foi fundado para proteger os interesses da classe dominante, resolver os problemas da classe dominada.
Por isso, a violência é um elemento de dia-a-dia para a população pobre: não podemos negar as estatísticas: onde há mais violência?
Por ser um fato que a violência persiste nas áreas não “privadas”, então agora, precisamos saber qual população compõe a classe “pública”: pobres, negros, pardos, mulheres negras e uma minoria branca. Portanto, a violência contra a mulher persiste no Estado Democrático Capitalista. Por que protegido de verdade, só os capitalistas – empresários, donos dos meios de produção, à população trabalhadora, resta a violência como companheira de dia-a-dia da classe dominada.
Vivemos em uma sociedade que legitima a dominação masculina sobre as mulheres; isso é o patriarcado. A violência contra determinado grupo, é um reflexo da estrutura que tem como certo, determinados princípios exercidos pelo grupo dominante contra os grupos dominados; neste caso, o exposto – a dominação é masculina, contra os dominados: mulheres, homossexuais, travestis e transexuais.
Essa violência só muda quando a estrutura for mudada: patriarcado e propriedade privada, capitalismo e propriedade privada dos meios de produção.
Por: Gabriel Brito.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Inflação e Carência


Por que na nossa economia, não vivemos a partir das pessoas carentes? Isto é: porque nossa economia não funciona a partir do índice de pessoas que ainda estão em situação de carência.
Por exemplo: as fábricas produziriam alimentos, roupas, etc.; para suprir toda a população.
Mas, é o contrário, como a visão da economia se baseia no lucro, não nas pessoas, é preciso medir a inflação, em outras palavras, qual o aumento para se ter mais lucro, baseada na lei de oferta e procura. Não interessa para a economia se quem procura, pode pagar, mas sim em qual o valor que se vai lucrar com essa procura.
Por isso estocam alimentos,(não dão), por isso, queimam alimentos(não dão), se o mercado estiver inundado com esses produtos, seu preço cai, porque não vai haver procura.
Portanto, morram as pessoas, reproduzam os lucros. Essa é a economia capitalista. Isso é o que nosso Estado legisla. 
Notícia no link a baixo:
Por: Gabriel Brito.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

HOMENS E MERCADORIAS


“Por que você o matou?” Perguntei para um homem que parecia um antissocial, sem camisas e com uma calça esfarrapada.

“Matei porque achei que ele era capitalista”. Disse o homem, o qual aparentava, depois de falar, algum tipo exaltação interior que eu não conseguia compreender.

“Ele queria me tornar uma mercadoria, pra trabalhar pra ele como uma enxada de pele humana”.

“O que você quer dizer. Você é louco? Ele queria fazer o quê?” Não podia compreender tamanho absurdo.

“Depois ele ia querer que eu deixasse de ser eu, virando de novo, uma mercadoria”.

“Você está maluco, o que você acha que vai acontecer agora?”

“Eu vou pro mato, fugir, vou voltar a ser humano”. Ele virou de costas e partiu. Nunca mais eu o veria novamente.

“O que ele queria dizer?” Me perguntei, não achei respostas, mas quando  o sangue no rosto do magnata, seu Rolex no braço, ternos engomados, de marca, sapatos finos, carro ao lado, de luxo. Não pude evitar em olhar pra dentro do carro e me imaginar nele, dirigindo, ignorando o morto a minha frente.

“Não somos mais humanos, somos mercadorias que se relacionam com mercadorias.” O louco, fugiu porque queria ser humano de novo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A Profeta Mulher


Assim Falou a Mulher...


- Eu vos direi a verdade, para que depois que dela souberem, escolham de que lado ficar. Se não souberem que lado escolher, então, talvez ainda não estejam preparados. Pois cada ser humano suporta determinado grau de verdade.
                Era como uma comuna, sem muros, sem hierarquia, sem regras. Mas todos queriam ouvir O profeta, que dizia ser Aprofeta, que dizia ser aouvir o ultima a trazer as profecias pros cegos de espírito.
                - Trago a verdade: ela é como uma destruição, que deixará um espaço oco dentro de vocês. Esse espaço oco a é ausência das mentiras que lhes foram contadas durante toda a vida  e também da vida daqueles e daquelas que os precederam. Por que eu vos digo a verdade? Porque sou a verdade, sou a dor, sou a personificação dos seus medos, o medo da violência que vos oprime, e que vos cala.
                - Dentro de mim, tenho um oco, um vazio. Não carrego filhos do homem. Pois o teu pai, é tua coleira e vos guia, como cadelas e não lhes permite o cio; ele vende teus filhos por raça, selecione os de pedigree mais nobre, para que tenham o direito de herdeiros. Pois foi assim que surgiu o domínio da fêmea. O homem te acorrentou, te pôs a coleira da domesticação e chamou a tu de pura e chamou as sem coleira, de desvirtuosas, vulgares – mas todas continuam sendo deles, pois eles consumem o útero de casa, e a vulva da rua – todas sois vítimas. Ele as chamará por outros nomes, porque quer te chamar por mais mil nomes que ainda não criou, pois o ódio dele é maior que o mundo e a tudo consumirá.
                Pois nem toda riqueza do mundo satisfará o desejo de sangue do patriarca.
                - O homem te acorrentou, te ceifou o prazer, te ceifou o cio. Depois, quando julgou adequado fazer, deu-lhe flores, e a ti, chamou de dama. E te deu uma coleira ornada de rosas, para esconder os espinhos. Mas antes disso, em nome de um deles, aqueles que vós chamais de salvador, esse, diz ter lavado teu pecado, e a ti, chamou de profana. E com cuidado com as palavras, assumiu que tu pecavas contra o Pai, quando afirmava “quem nunca pecou, que atire a primeira pedra”. Assim, o homem, elegeu outro homem para te dominar, e disse que ele havia sofrido por ti; o que te acorrenta, ele chama de redentor.
                - Os homens te caçaram e a ti, chamaram de bruxas, pagãs e queimaram tuas crenças, estupraram seus corpos. Eles fizeram isso para continuar a te dominar, para minar teu crescimento, fizeram isso para manterem suas heranças.
                Pois a guerra do homem impõe o estupro das posses de outros homens.
                - Mas saibam todos e todas, que esse é o mundo que vem trazendo a impureza cultural de um povo e a repercutindo até nós, com seus guerreiros hoplitas espartanos; que vem trazendo a falsa democracia ateniense para vocês. Esse mundo trouxe a filosofia reforçada por santos representantes do sofredor que a ti, só trouxeram sofrimento, te prometendo a salvação após tua morte.
                Pois o Estado dos homens protege o patriarca e a tudo que ele chamou de herança.
                - Eu vos trago a verdade. Lhes mostro que do outro lado desse mundo que chamam de mundo, ha outro mundo, outra visão; outra história. Mas o homem, em sua infinita capacidade em minar a mulher, também trouxe os filhos do profeta aquelas terras e chamaram a grande pedra negra de a terra santa. Nela, apedrejaram a mulher novamente. E sem velarem o desejo por vossos corpos, deram a si mesmos, o direito de terem quantos quiserem, pois chamaram a ti, de coisa.
                - Tu és posse do homem e ele é pai do engodo.
- Fora das duas terras e do delta do Nilo, eles foram além, e propagaram a submissão com artes de guerra com os filhos de Buda, e muito antes deles, pois a origem das desigualdades, e de tua dominação, vem antes mesmo que os primeiros impérios que vós conheceis pelo delta do Nilo, tenha construído os três monumentos.
                - Os últimos dias se aproximam, os dias em que o homem, com sua sede de poder, destruirá a tudo. Pois o homem faz a guerra, e nela, ele se banqueteia com teu assassínio, pois assim, sempre foi. O homem quer teu corpo de novo, e nas guerras, eles te abusarão novamente.
                - Os dias em que o sangue dos brancos, finalmente começará, depois de mil anos, a se derramar novamente contra os mouros, pois eles querem as cruzadas novamente. Os olhos azuis do homem deste mundo, a que vós chamais de ocidente, entrarão em conflito contra os de olhos escuros, os de barba longa. Os discípulos daquele que sofreu pelo tua exploração, e chamou a si mesmo de redentor, entrarão em guerra contra os filhos daquele que em troca de misericórdia do outro Pai, pedem tua submissão, pedem para que esc ãs e queimaram tuas crenças, estupraram seus corpos e lhe tiraram o sopro de vida; tiraram-lhe os ultimos a, ele chama de redentondam o rosto; pois para os filhos do misericiordiosíssimo, tu és indigna.
Pois os filhos de Cristo e de Alá, são os filhos dos patriarcas, em regiões diferentes e eles amam a guerra.
                - Eu vos diga, seja nesses dois mundos, ou no reino médio, em que o exercito vermelho chamou a si mesmo de popular, não haverá salvação para as fêmeas, pois são eles que fazem a guerra. E em troca da guerra, eles querem que se escondam em suas casas, pois querem que sejas eternas virtuosas donas do lar. Eles farão a guerra novamente e lhes dirão que estão a te defender, dirão que a ti, protegerão.
Pois na guerra dos homens, novamente teus corpos serão estuprados.
                - A verdade que vos trago é que vós sois acorrentadas e este mundo, é o mundo dominado por homens, e os deuses, são eles homens, pois não existem deusas para eles, existem santas, que são o exemplo da mulher dominada; pois isto é que vós sois para eles, dominadas e toda virtude, eles criaram e as forjaram para dominar a ti e a tuas irmãs.
                A verdade é que o mundo é deles. E tudo que aprendes, aprendes pela voz deles. Pois eles escreveram sua história, porque eles escreveram a verdade. Eles omitem a verdade de vocês, e quando te mostram uma parte dela, dizem que o passado está enterrado e lhes são cordiais agora, para continuarem a manterem-se sobre vossos corpos, para que continuem a semear seu direito privado e lhes roubem cada óvulo, como filho legitimo do pior de todos eles – eles mesmos, a personificação Patriarcal.
                - O Patriarca é a mentira contada para lhes dominar a razão. Para lhes dominar o corpo, a mente; é a mentira que lhes domina sem que saibas o que ele é.
                Para que o Patriarca se enfraqueça, não deixem mais que seus úteros sejam deles. Por uma geração humana, parem de permitir com que seu ventre seja semeado, sejam donas de seus corpos.
                - A greve de teus úteros acabará com o Patriarca, pois não haverá herdeiros e também não haverá explorados.
Só assim, vós vos libertareis.

*             *             *

                Depois disso, os homens ali reunidos sorriram desdenhosos. Pois para eles, tudo aquilo não era pra ser dito, pois eles eram os herdeiros daquele reino, e nele gozavam. Não temiam, pois achavam-se mais fortes. Alguns deles choraram ao perceber sob que passado construíram seus domínios e com adagas, cortaram suas próprias gargantas.
                As mulheres que ali estavam, fizeram o que sempre fazem os humanos, se dividiram: umas ouviram a verdade e pararam para pensar. Outras se benzeram com o sinal da cruz, outras se ajoelharam em direção a terra santa e cobriram seus rostos. Outras, já acordadas, pegaram as adagas e ajudaram os homens a cortarem suas gargantas.
                Mas a grande verdade é que a guerra do homem dividiu os povos e fragmentou as mulheres.
                A grande verdade que não foi ouvida e que talvez jamais seja, é que o homem dividiu a todos com suas guerras, e nada mais sobreviverá as próximas, caso as mulheres não guiem o povo a união novamente.
                 
                A profeta se foi, percebeu que ainda não era hora para a verdade e lamentou, pois talvez não houvesse mais uma outra revelação. 

Assim Falou A Mulher...

Gabriel Brito.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Strauss-Kahn, "Homens Que Não Amavam as Mulheres"


Saiu no site do Estadão, que o acusado de estupros, na França e EUA, Strauss-Kahn, ex-diretor geral do FMI, pode está relacionado a rede de prostituição na França, assim como Chefes de Polícia.


                                                            O Führer - Líder Patriarcal...
É importante salientar que Strauss seria candidato favorito, nas eleições anteriores para presidente da França. Isso quer dizer que o mesmo, representante de uma nação, não só representava os interesses da elite, mas também, toda sua hipocrisia moral, visto que casos como esses, demonstram como é a realidade da exploração sexual feminina, e até onde se estendem as suas teias, como mega corporação criminosa. 

Essa é a base de nossa estrutura social, onde a mulher, é objeto de exploração do homem. 
Dominação Patriarcal.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


ABORTO E CRIMINALIDADE - PRESSÃO DA ONU.

A ONU critica legislação brasileira em relação à criminalização do aborto, pois estudos apontam que esta é a 5ª maior causadora de morte entre mulheres no Brasil atualmente.

É necessário se desprender de julgamentos morais, quando se deseja realmente, analisar determinada situação objetivamente: dentro de análises sobre o direito de aborto por parte das mulheres, faz-se necessário que se tenha a seguinte visão: quem tem o direito de tomar decisões sobre sua própria liberdade? É o Estado? Ou você mesmo, neste caso, você mesma, mulher? Mas acima de tudo, essa é uma questão estatal, social, ou individual, visto que estamos falando de um conceito primordial para a existência da democracia: o direito de escolha?

Entendam, julgamentos morais, são visões pré-estabelecidas por grupos sociais, para que se tenha realmente liberdade de escolha, como princípio fundamental da democracia, abortar ou não deveria ser direito de escolha, deve ser, somente da mulher. Enquanto o Estado, e a moral que rege essa sociedade, determinar as escolhas do sexo feminino, então, as mortes de mulheres, que são crucificadas, continuarão.

Para ler mais sobre o tema, segue link:http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,onu-critica-legislacao-brasileira-e-cobra-pais-por-mortes-em-abortos-de-risco,837316,0.htm

Para assuntos relacionados, outr@s companheir@s que estão na mesma luta: http://nucleogenerosb.blogspot.com/search/label/aborto

OLHOS ABERTOS: Dilma Contra Anistia

OLHOS ABERTOS: Dilma Contra Anistia

OLHOS ABERTOS: Menina de 12 anos é estuprada dentro de ônibus no Rio de Janeiro

OLHOS ABERTOS: Menina de 12 anos é estuprada dentro de ônibus no Rio de Janeiro

OLHOS ABERTOS: Construção Histórica Patriarcal

OLHOS ABERTOS: Construção Histórica Patriarcal

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OLHOS ABERTOS: Ensaio Filosófico Sobre O Feminismo

OLHOS ABERTOS: Ensaio Filosófico Sobre O Feminismo: Ensaio Filosófico Sobre O Feminismo. Economicamente, quis eu me emancipar, me libertar de meu pai, ou marido, não importa ele, importa ...

Ensaio Filosófico Sobre O Feminismo

Ensaio Filosófico Sobre O Feminismo.

Economicamente, quis eu me emancipar, me libertar de meu pai, ou marido, não importa ele, importa que quis me emancipar economicamente do homem;
Fisiologicamente, quis suplantar minha situação, vendo-a como inferior, quis ser superior com o argumento de que sou, posso ser mais que o homem;
Psicologicamente, quis suplantar minha fragilidade, e ser tão dura, quanto vi a dureza no homem, pois queria ser mais que o homem;
Percebi que estava trilhando três caminhos errados, pois não identifiquei que qualquer caminho que eu passe, teria primeiro que escolher e arcar com as responsabilidades desses meus caminhos, pois todos decorrem do direito primeiro, que é a liberdade – este é o caminho, pois a comparação acorrenta, pois aceita os julgamentos já impostos pelos que são ao “mesmo tempo, juízes e partes.”
                Percebo agora, que a essência não é anterior ao ser, mas posterior a ele, pois ele a define e que portanto, eu a defino – eu defino, enquanto mulher, o que é ser mulher. Superar o homem, nada representa se parto da essência que ele erigiu moralmente como virtudes e defeitos e o que julgou a partir de seus próprios juízos, de seus próprios interesses; ele erigiu o que é superior ou não. Para realmente trilhar um caminho, preciso trilhar o caminho da liberdade e a partir dela, descobrirei como realmente se deve combater as essências. Preciso criar outras essências e não me submeter a essências erigidas antes de mim e pensa-las a partir de então.
                Agora, junto Simone, junto Sartre, junto Heidegger; pois estamos falando de existencialismo humanista. Com Sartre, trago “a negação a essência anterior ao ser”; com Heidegger, trago a “sociedade anterior ao homem”; com Simone, trago a visão feminista e reorganizo a essência, reorganizo a sociedade anterior ao ser; pois neste contexto, Sartre e Heidegger falam a mesma coisa: se a sociedade é anterior ao homem(Heidegger), então, a partir desta percepção, e da ruptura com a mesma, é que definimos o que é a essência(Sartre). Sob a ótica feminista, veremos que, se o mundo se erigiu sob a dominação do homem, então a sociedade, a essência, foram forjadas pela visão masculina e para que ocorra a ruptura sartreana – a criação da essência do que é ser, enquanto ser – temos que abordar essa construção sobre a ótica feminista, e assim, entender o lado que construiu a sociedade e o lado que foi excluído da “fabricação da essência”.
                O caminho se mostra, como a criação das essências sobre uma nova ótica, sobre uma nova postura, que é escrava da liberdade, pois somente com a libertação dos julgamentos a partir do sujeito homem, é que se lograria verdadeiramente, a liberdade da criação de essências. Pois criar essências, nada mais é do que desmentir o que já foi dito, e perceber que há um espaço vago deixado pela mentira, para que se erija uma possível verdade.
                Nessa perspectiva, o caminho a ser trilhado, deveria ser o de ir até a raiz da essência, da estrutura, e dever-se-ia, em caso de desejo de liberdade, ir além da essência, com isso, um novo mundo se ergueria, deixando todas as verdades construídas até hoje, como meras pseudologias, palavras falsas, ideias vagas, deuses inexistentes, democracias toscas, igualdades desiguais – falsas logicas.
A visão feminista radical, nada mais seria, a meu ver, que a criação de essências do que é ser, enquanto ser e não a essência já forjada pela sociedade que nos é anterior.

Gabriel Brito
Maças Podres.


Menina de 12 anos é estuprada dentro de ônibus no Rio de Janeiro



O que é isso?
 Um reflexo de uma sociedade construída para os homens.


     É importante frisar que esse tipo de crime tem maioria entre população pobre. Outra, esse tipo de violência lança uma questão importante para se pensar: abusos ocorrem em casa, e também nas ruas, a mulher é vítima em casa e também quando sai de casa. Como fica a mente de cada mulher, sabendo dessa realidade, dessa opressão? 
 É um mundo dominado por homens, onde a violência, como nesse caso, só indica a estrutura bárbara que é submetida cada mulher nascida nessa sociedade, principalmente, as da classe trabalhadora...

*   *   *

 Denúncias de violência física contra mulheres corresponderam a 61,28% das 74.984 ligações feitas relacionadas à violência na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, no ano passado. O serviço totalizou 667.116 ligações – uma média de 1.828 por dia, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 7, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

O mais surpreendente nesse balanço é o número de ligações de mulheres em situações de cárcere privado, que chegaram a 343.

“É quase uma denúncia por dia. Assusta o fato de que as mulheres são submetidas a uma situação de propriedade, algo desumano e cruel, sem direito de ir e vir”, avalia Cida Gonçalves, secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da SPM. 

OLHOS ABERTOS: 1000 de Aux. Alimentação MP. Justo, o que é necess...

OLHOS ABERTOS: 1000 de Aux. Alimentação MP. Justo, o que é necess...: Portaria publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (15), assinada pelo procurador-geral Aguinaldo Fenelon, determina o pagamento...

1000 de Aux. Alimentação MP. Justo, o que é necessidade?





Portaria publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (15), assinada pelo procurador-geral Aguinaldo Fenelon, determina o pagamento de auxílio-alimentação a todos os seus membros, entrando em vigor a partir de 1º de março próximo.

De acordo com o artigo 1º do texto, “o valor do auxílio-alimentação pago aos Membros ativos do Ministério Público de Pernambuco será aquele fixado no item I da Portaria POR-PGJ nº 524/2010” – que estabelece o valor mensal de R$ 1.068,00 para o benefício.


Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/noticia/2012/02/16/auxilio-alimentacao-de-r-1-mil-no-ministerio-publico-32414.php




Vale ressalta ainda mais: o auxílio combustível de um vereador é de R$ 2.300...


Professor, rede publica, normalmente anda de ônibus, e paga do próprio bolso sua passagem...e que teve um aumento de 6,5%, aprovado pelo governo que ignorou as manifestações estudantis...(Quando se quer vender algo, você pede mais do que supostamente será pago, é uma tática de vendas) Por isso, pedir 17%,como fizeram as empresas,  é pedir o dobro do que se quer...metade, 8,5%...Pensem nisso.


Governo, Estado, governa para a elite; ao fazê-lo, se beneficia no processo. Por isso, não há mudanças, independente de esquerda estar no poder. Entrar na política atual, é entrar no jogo. Entre no jogo e seja beneficiado. Fique fora e você será prejudicado. Quem está de fora? A classe trabalhadora, a maioria. 


Recomendamos:http://acertodecontas.blog.br/atualidades/promotores-ganham-o-auxlio-spettus/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dilma Contra Anistia


Anistia, anistiar...Presidenta Mulher???

Bem, há algumas semanas, nos últimos protestos estudantis contro o aumento
de passagens, pensei em levar um cartaz com uma foto da nossa Presidenta, num julgamento da época
da ditadura militar. o slogan seria: "os anistiados esqueceram as origens?".

Bem, recentemente, sobre a greve policial Bahiana, a presidenta Dilma declarou que se anistiassem os
líderes dos movimentos, acusados de "incitar a desobediência" e promover vandalismos, estaria-se criando
um país sem regras.

Em 1979, a mesma, foi anistiada, hoje é presidenta da república. Por que a declaração contrária a anistia?

Temos um fato simples a nossa frente: os oprimidos são guiados para se tornarem opressores; não se preocupam 
com o restante dos oprimidos quando saem da condição, teoricamente, de oprimidos.

Por isso, defendo a raiz para a transmutação. Em outras palavras, a radicalização: para mudar de verdade as condições de nosso sistema,
só mudando a raiz, a estrutura. Não existem partidos preocupados com isso, direita e esquerda jogam, como num xadrez, no mesmo tabuleiro;
as regras são as mesmas. Não querem mudar a estrutura, querem o poder. Somente isso. O povo, os omprimidos, não interessam. Essa é a verdade 
no capitalismo, no patriarcado. 

Capitalismo: acumulo de riquesa, através da propriedade privada dos meios de produção.

Patriarcado: acumulo de riquesa, através da propriedade privada nas mãos do Pai, do Senhor, do Homem, do Macho.

Uma mulher, Dilma, assumi a liderança política em seu país; luta pela mulher, para mulher? Não. Luta para manter seus privilégios pessoais. 
Dilma não luta pelo povo, para o povo, luta para manter seus privilégios e mantém as estruturas inalteradas. Presidenta Mulher? Que decepção.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Construção Histórica Patriarcal


Um Mundo, Uma Visão
Dissertação sobre a construção patriarcal ocidental
               

                De acordo com o filosofo pre-existencialista, Martin Heidegger, “(...) o ser humano eclode num mundo que ele não criou (...)”. Ou seja, ao nascermos, “eclodimos” numa sociedade anterior a nossa existência. Sendo assim, os valores, virtudes, heranças, identidades, cultura, tudo veio antes de nós. Seguindo essa linha de pensamento, podemos dissecar a criação da perspectiva patriarcal ocidentalizante de nossa sociedade.
                Historicamente, os continentes americanos foram dominados, colonizados pelos europeus, que têm na Grécia antiga e Roma, um berço para sua cultura, tanto que na Idade Moderna, surgiu um movimento que tentava voltar os valores culturais e artísticos à exaltação dessa cultura, com o Renascimento, em relação a valorização do homem em detrimento ao teocentrismo nas artes, ciências, etc. Esses valores foram levados ao “novo mundo”, a cultura europeia foi responsável pela construção dos valores socioculturais e econômicos que se instalaram nas américas colonizadas e que posteriormente se tornaram independentes, mas que preservaram valores culturais e tem como herdeiros da dominação nos tempos atuais, século XXI, os brancos burgueses.
                Economicamente, os valores morais, são determinados pela classe dominante, a visão do que é certo e errado, socialmente, é determinada pela questão econômica; em outras palavras, é imposta pela dominação econômica.
                Dentro da questão de gênero, sabemos que os europeus são herdeiros do patriarcado, estrutura de dominação que elege o homem como dominante sobre a mulher. Através da religião e do exercício literal da força, dentro do patriarcado, a mulher é colocado no seu suposto lugar, que é no lar, pois até mesmo os gregos, representados, nesse contexto por Xenofonte, fala sobre as obrigações do lar e como elas degradam o corpo e assim o espírito; enquanto que os trabalhos feitos para a pátria, que tem como representantes os cidadãos, e estão relacionados aos trabalhos “públicos” – fora do lar – permitiam ao homem a contemplação e as amizades, que enobrecem o espírito,  e portanto, eram escolhas dos deuses para os homens. O berço da cultura ocidental é a Grécia, e temos nela, mais de quinhentos anos antes de cristo, as representações sólidas do patriarcado.
                Retomando a questão de Heidegger, “nascemos num mundo que é anterior a nós”. Então, não criamos a sociedade em que vivemos e o que temos hoje, é a herança deixada por nossos antepassados.
                Se aprofundarmo-nos nessa questão, herança; podemos observar que os meios de produção atuais, forma pela qual, de acordo com Marx, se constroem os meios necessários para sobrevivência e com a privação deles por uma elite, burgueses, temos a acumulação de capital decorrente desse meio de produção, então podemos atentar para o fato de que a mão de obra – trabalhadores – das colônias americanas, foram escravos e índios; e que até o final do século XIX, no Brasil, ainda existia a escravidão, então temos que os meios de produção e consequentemente, as riquezas, pertenciam a elite, que era descendente de linhagens europeias. Portanto, os meios de produção que existem hoje, são a herança dos europeus que aqui, no Brasil, construíram suas colônias. Mesmo após a libertação dos negros, temos que os meios de produção, as formas de se produzir riquezas, ficaram nas mãos dos herdeiros dos europeus, que são a elite branca. Para os negros, índios e “mestiços”, restou apenas o próprio corpo, ou seja, vender seu “esforço de trabalho”, para que possa sobreviver dentro do mundo herdado dos europeus.
                O Patriarcado que foi herdado se evidencia no fato de que as mulheres ainda são tratadas como objeto socialmente, isto é, voltando agora a Xenofonte, “foi escolha dos deuses que as mulheres fiquem com o trabalho degradante do lar”; as gerações mais velhas são uma representação dessa realidade em qualquer casa brasileira; as novas gerações de mulheres estão caminhando ainda para o mercado de trabalho, mas mesmo assim, isso não quer dizer muita coisa em relação a exploração capitalista; mas em relação ao patriarcado, é uma pequena abertura, partindo da perspectiva de que “a vida publica” era exclusiva aos homens.
                No entanto, nessa questão de abertura em relação ao domínio patriarcal, temos ainda outra questão, o gênero feminino negro; no Brasil, generaliza-se, assim como se faz há muito na Europa, América do Norte, com relação ao feminismo, sobre a emancipação da mulher; entretanto, essa generalização não conta a história da mulher negra, que logicamente, é bem diferente da mulher branca, visto que enquanto a negra herda a pobreza e a violência, pois seus antepassados eram escravos e nada tinham a deixar, já que o produto de seu trabalho era roubado pelo seu Senhor Branco; para a mulher branca, a herança não é exatamente a mesma, pois são herdeiras dos europeus, sua herança social é branca, um privilégio num pais dominado pelos brancos. Entretanto, sua herança só se prevalece, enquanto ela for moralmente fiel ao homem, ou seja, enquanto for submissa. Portanto a luta feminista é a mesma, mas com duas vertentes que não podem ser homogeneizadas.
                Temos uma construção histórica que divide a sociedade entre brancos e negros, e nossos valores partem da posição dos dominantes, os brancos. Sendo assim, seremos maioria cristã; em oposição as religiões negras – que já possui uma pejoratividade racista, a qual conhecemos como – macumba –, pois chamar de “macumba” é generalizar sob um único nome as crenças negras em um termo desdenhoso; temos o preconceito estético – o cabelo liso, da branca, é bom, o da negra, crespo, é “ruim” – como a valorização é uma questão econômica, temos que há um padrão branco de beleza, e como os pobres, maioria negra, mestiça, não tem o que é “de valor”, tentam se adequar a esses valores, mesmo que esteticamente, como podemos evidenciar com o crescente “fenômeno” de alisamento de cabelos; tingimentos e etc –; temos o preconceito nos meios de trabalho; para os negros, sobram as funções braçais, para os brancos, as racionais – cerebrais – ou seja, o corpo é desvalorizado, enquanto que o cérebro é exaltado – as pessoas não querem trabalhar como “Peões”, querem comandar – ideologia racista, consistente na premissa de que os dominadores não produzem a riqueza com “o suor de seu corpo, mas com o corpo alheio”, e como são donos dos meios de produção, herdeiros das riquezas matérias dos colonizadores, temos a valorização de sua dominação e a discriminação do trabalho “herdado” da escravidão no Brasil, “ganhar o pão com o suor do próprio corpo”.
                Portanto, a ruptura com essas dominações só pode ocorrer com o despertar do senso crítico individual, o que só ocorre quando há uma educação que demonstre o outro lado da história que não somos educados a ver. Torna-se necessário que existam movimentos que esclareçam a população sobre sua condição, sobre como, em cada detalhe, persistem os valores sociais eleitos como verdadeiros pela classe dominante. É necessário que se perceba que as origens europeias dos colonizadores construíram as visões que temos do mundo e que a elite continua por manter ideologicamente a cada relação social que temos: através da mídia, através de meios sociais, como escolas – educação - , trabalho – competição, divisão, valorização de quem “vence na vida com trabalho”; através de discriminações, como a homofobia, através do machismo, que inferioriza a mulher e tantos outros males.
                “Vivemos num mundo que não criamos, mas que através do senso crítico, podemos modificar”.
                 


Ministério Veta Propaganda Homossexual Nas Tvs


Sob as críticas de movimentos sociais, o Ministério da Saúde apresentou hoje a campanha de carnaval para este ano que tem como principal foco a população jovem gay. No filme, postado no site oficial do ministério, duas pessoas - um homem e uma mulher - citam dados estatísticos que mostram o crescimento da infecção entre jovens gays e da redução do uso do preservativo.
"Essa campanha é um improviso, só comprova que houve censura e veto à campanha original", afirmou o presidente do Grupo Pela Vidda, Mário Scheffer. A polêmica surgiu semana passada, quando ministério retirou do seu site oficial um filme que mostrava um casal gay prestes a ter relação sexual receber de uma fada um preservativo. O material foi apresentado no lançamento da campanha de carnaval, no Rio, e descrito em um texto do ministério como sendo o filme que seria veiculado na TV aberta. "A equipe errou", disse o ministro.
O presidente do Fórum de ONGs de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, porém, está convicto de que houve veto. "Está claro que foi feita às pressas", avaliou. O ministro, no entanto, garante que não houve mudanças. "Preparamos para campanha materiais diferentes, para veiculação em espaços diferentes." O vídeo descrito no site do ministério, segundo o ministro, havia sido feito para ser apresentado em locais fechados.
Como as explicações do ministério não convenceram, o Fórum de Aids manteve a decisão de apresentar uma denúncia contra o ministério em instâncias internacionais de direitos humanos. Vão ainda ingressar com uma representação no Ministério Público para avaliar se houve desperdício de verba pública.
"É a pior campanha de carnaval já feita em toda a história do programa de aids brasileiro", disse Scheffer. "Essa discriminação imposta aos gays, dentro do próprio governo, é corresponsável pelo crescimento da epidemia nessa população", completou.
A campanha de TV aberta deve ir ao ar hoje, dois dias depois do previsto. De acordo com ministério, o atraso foi provocado por "problemas técnicos".
Por que não uma campanha única? Em vez de mudar o video que será publicado na internet e o que será publicado nas mídias televisivas? Simples: publico alvo. O publico da rede é mais jovens, enquanto que a mídia televisiva é composta, por jovens e adultos, gente de uma e duas gerações atrás. Portanto, temos uma questão ideologica aí: as gerações mais antigas são, normalmente, mais conservadoras. A tv deve mostrar os valores morais que a população foi educada a aceitar. Como costumo dizer, construção histórica.
Portanto, a divisão de mídias atingirá publicos diferentes, assim, conseguem os políticos, também, atingir com uma propaganda "publicitária", os eleitores de camadas sociais diferentes.
Cuidado, eles estão sempre de iludindo. A verdade sempre está escondida.
Ser gay não é propagar doenças. Elas se propagam por ignorância, em camadas sociais que se encontram em situação de risco. Cuidado, eles estão te escondendo as intenções: defender estruturas, defender o patriarcado capitalista. Abra o Olho.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


RIO - Um casal homossexual foi agredido por taxistas nesta segunda-feira, quando deixavam o Aeroporto Internacional Tom Jobim. De acordo com a polícia, as vítimas foram abordadas por Marcos Ribeiro da Silva, o Cocoroca, de 41 anos, e Rodrigo Alves da Silva, o Docinho, de 31 anos, que seriam taxistas piratas. A confusão teria começado depois que o casal se recusou a viajar nos veículos, e os motoristas teriam começado a agressão.
Uma das vítimas levou um chute no rosto e teve os ossos da cabeça e da face quebrados. Ainda segundo a polícia, o homem está internado num hospital da Ilha do Governador. Não há informações sobre seu estado de saúde.
Os dois agressores foram presos por policiais da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ). Eles responderão pelo crime de tentativa de homicídio
Não estamos lidando com um tipo de violência patológica, psicopata, mas sim com uma violência que nasce na estrutura que construiu valores morais sólidos e acorrentadores. A estrutura patriarcal de nossa sociedade, sustentados pela ideologia judaico-cristã, nos educa desde a infância, sobre valores repressores, e assim, implanta visões que, aliadas a ignorância, tornam cada cidadão, potencialmente um equivalente ao um "agente da Matrix", em outras palavras; a homofobia é também, uma representação do conservadorismo das tradições patriarcais, da moral que rege nossa sociedade. Pois o indivíduo que exerce qualquer tipo de atitude discriminatória, nada mais está fazendo, do que defendendo os valores, extremadamente neste caso, de sua estrutura social.

Anonymous vs Emissoras de TV


As atuais emissoras de televisão tem divulgado notícias sobre os anonymous, com uma intencionalidade claramente enganadora: as emissoras brasileiras tem chamado o grupo de “Piratas da Internet”. Ora, imaginem uma população de duas gerações atrás, em suas casas, com seus aparelhos de tv ligados nas campeãs de audiência, ouvindo falar de “piratas” na “internet”. Qual a associação que as emissoras pretendem ao ligar o termo “pirata” a um grupo declaradamente anti-capitalista? Anonymous não é só um grupo, é uma ideia, cujo objetivo é combater a dominação econômica da elite, sobre a população. Sua tática de não mostrar rostos, consiste na ideia de que qualquer um pode ser um anononymous a partir do momento que não aceita a sociedade do jeito que ela está – desigual. Não mostrar rostos também é a maior arma do grupo, pois com isso, não há nenhum herói, mas sim, uma ideia, e ideias sempre foram “perigosas”...

Prosa Sobre Um Garoto Que Nasceu Sem Um Braço

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                Na sociedade patriarcal (feudal e burguesa), a repressão autoritária da criança serve à criação de uma estrutura adequada do ser submisso (...) que se reproduz sem cessar nas próprias estruturas infantis. (...) os pais são os órgãos executivos da ordem dominante e que a família fabrica a ideologia dessa ordem. (...)


                Não era a primeira vez que eu acordava soado, com imagens escuras, sombrias, que não me deixavam ver o conteúdo do sonho, como se um baú estivesse fechado, o qual eu não podia abrir, pois não tinha a chave. Esses sonhos eram intermitentes, mas nas últimas noites estavam mais frequentes. E eles me traziam sempre uma sensação angustiante, um tipo de dor.
                Eu levantei e fui em direção ao banheiro do meu quarto, estava tudo arrumado, impecável, eu tinha uma empregada realmente muito eficiente. Minha mãe sempre se comportou com orgulho, dizendo ter aprendido muito enquanto governanta. Agora, que não podia mais exercer essa função, dada as suas condições de saúde debilitantes, só restara pra ela, a opção de disciplinadora das empregadas.
                Enquanto fazia minhas necessidades, olhava para meu braço direito e me doía olhar para ele, pois eu nasci sem minha mão direita. Apenas um cotoco nojento se mostrava pra mim, como uma cabeça de batata!  Eu odiava aquele braço, eu odiava aquele corpo nojento, impuro.
                Eu odiava ter que sair de casa, meu pai, que era divorciada da minha mãe, conseguiu na justiça o direito de me obrigar a fazer tratamento psicológico. Eu nunca fui doido, maluco, a maluca era minha mãe! Ela não gostava de cientistas, dizia que tudo que existe na ciência é herege e cheira ao demônio. Eu acho que ela vai além do normal, a ciência tem seus méritos. Mas, nunca pode me trazer uma mão nova e o psicólogo insistia em papos sobre uma forma de regressão ou sei lá o quê. Nunca concordei com isso. Só um retardado para acreditar em absurdos como hipnose e esse tipo de crendice, minha mãe diria que é até forma de misticismo pagão.
                Bem, era dia de ir novamente ao psicólogo. Eu odiava esses dias e era justamente nessas ocasiões que eu costumava ter sonhos mais “reais”. Eles realmente doíam mais. Mas não era só isso. Nesse dia, uma mulher, chamada Vitória, filha de uma amiga de minha mãe, também viria nos visitar. Toda vez que Vitória vinha, eu tentava me esconder no meu quarto, mas minha mãe enchia o saco com cerimônias e esse papo de etiqueta que eu odeio, mas fazer o quê?
                Lembro de uma vez em que minha mãe expulsara uma empregada negrinha porque tinha pegado ela num banheiro, com um cara, parece que seu namorado. Imagina minha mãe, a Virgem Maria com chicote, pegando uma pouca vergonha dessas na própria casa! Não lembro bem o que aconteceu naquele dia, tudo estava meio nublado. Quando tento lembrar, acabo sempre tendo umas dores de cabeça de verdade. Então, tomo uns remédios que um psiquiatra, que não deu jeito em mim, me receitara à época. Tomava os remédios, mas nunca fiquei bom, logicamente que nunca ficaria, eu nunca tive problemas. Sempre disse “o problema é minha mãe, a doente é ela”. Logico que nunca falaria na frente dela, a mulher é o Cão!
                Falo disso porque foi numa dessas terapias que conheci Vitória. Lembro quando ela ergueu sua mão direita para me cumprimentar solenemente e eu, dei a mão esquerda. Lembro do sorriso forçado que ela deu, com certeza escondendo uma aversão por perceber naquele momento, a gaffi que cometera, estender a mão direita para uma pessoa aleijada que não tem a mão direita! Absurdo mesmo. Mas, ela era linda.
                Vitoria trabalhava como secretária do psiquiatra. Ela sempre foi muito gentil e poucas vezes vinha em nossa casa. Mas quando vinha, eu sempre ficava nervoso, sempre sonhava, como se ela estivesse ligada a mim por algo profundo, mas isso também sempre me dava dor de cabeça também.
                A campainha soou “din-don”, era ela. Eu me olhei no espelho, olhei nos meus olhos claros, semicerrados, de repente: pum! O espelho quebra. E eu vejo a negrinha chorando! “Porra, o que é isso”. Depois de um segundo de escuridão, confusão, a luz volta, eu sinto o frio do chão. Eu caí! Droga, o espelho estava lá de novo. O que aconteceu?
                - Senhor Davi? – Falou uma empregada, acho que devia ser a dona Rosaria.
                - Já estou indo...
                - Os convidados já estão na sala de jantar. Sua mãe pediu para se apressar.
                -Ok, estou indo.
                Eu coloquei uma calça escura, sapatos finos, camisa de botões. Enquanto punha a camisa, olhava para minha mão esquerda. Droga, ela nunca serviu pra nada. Apesar de não ter a mão direita, a minha mão esquerda nunca me obedeceu direito. Como se eu não fosse realmente capaz de utilizá-la. Os médicos sempre tentaram me educar a usar “a mão de verdade”, sempre me disseram para eu tentar tocar meu braço direito com o esquerdo. Nunca deu certo. Não sei por que nunca deu certo. Minha mão esquerda nunca prestou mesmo. Acho que sou é azarado.
                Eu abri a porta do quarto. Andei por um corredor, olhei as paredes, minha mãe tinha quadros de família, com meu pai, quando os dois eram jovens. Minhas fotos, bem, minha mãe não queria lembrar de um filho aleijado, logo, eu, filho único, sempre aparecia somente do peito pra cima. Mas eu senti uma tontura, como se estivesse zonzo, o mundo girou um pouco, os quadros sorriam. Eu andei trôpego até as escadas, fui deslizando pelo corrimão rezando para aquela tontura passar. Eu vagarosamente desci as escadas e quando cheguei à sala de jantar, uma surpresa.
                - O que é isso. Dr Julio, o que faz aqui?
                - Pai? Ninguém me avisou... O que está acontecendo?
                - Calma, Davi, esquecemo-nos de avisar que o Dr. Julio viria, seu pai apareceu por acaso. – Ela olhou pra eles como que para se certificar de que eles estariam em concordância. A mãe de Vitória não estava alí, ela veio sozinha dessa vez. Acho que veio acompanhando na verdade, o Dr. Julio.
                - Davi, sente-se. Por favor. – Falou o Dr. Julio – Eu acho que deveria ter avisado, mas sabe como é. Sua mãe me ligou, dizendo que estava pensando em fazer uma surpresa.
                - Bem, ela poderia ter me avisado! Não é dona Maria!
                - Davi, sente-se, comporte-se. – Falou ela, por entre os dentes.
                Eu sentei relutante, mas sentei.
                - Então Davi, hoje eu vim jantar com vocês porque sua mãe achou que poderíamos te ajudar mais, se soubéssemos mais sobre você.
                Eu fiquei em silêncio, levei a mão esquerda à mesa, e fiquei tilintando o talher na lousa.
                - Davi, tudo bem... – Disse Vitória. Ela estava linda, senti uma pontada na cabeça ao mesmo tempo em que senti um pulsar nas partes baixas. Uma imagem veio à cabeça, ela nua, de quatro, como um cachorro, rindo pra mim. Com seus cabelos longos caindo-lhe dos ombros ao chão.
                - Meu filho, está tudo bem? – Perguntou minha mãe.
                - Sim, está... Sim.
                - Dr. Você acha que é apropriado? – Perguntou Vanessa.
                - Está tudo bem. – Respondeu ele, calculadamente calmo. - Davi, tenho uma proposta a lhe fazer. Vou te mostrar uma foto, se você conseguir identificar o que está errado, eu concordo que é hora de parar com os remédios. O que acha?
                - Que tipo de jogo é esse? O que está acontecendo? É um jantar ou uma terapia? – Foi quando percebi que tínhamos antecipado um dia. A terapia seria amanhã...ou hoje? Eu durmi de noite, ou dormi de tarde? Outra imagem, dessa vez era a negrinha, ela estava chorando, o cara no banheiro, seu namorado, seu namora...
                - Davi, Davi – Era a voz do Dr. Eu estava mais zonzo, o que estava acontecendo?
                - Tudo bem. Mostre logo a foto e vamos acabar com isso. – Disse finalmente. Para acabar com aquele tormento.
                Ele tirou uma foto em preto e branco, percebi que meus pais se entre olharam desconfiados. Um garoto, com os pais, ainda com seus quatro ou cinco anos. O pai do lado direito, segurando sua mão; do outro lado, sua mãe. E ela também segurava a sua mão.
                - Reconhece alguém? – Disse o Dr. Eu me concentrei no garoto, não reconhecia. E subia a vista para o homem... Ele estava com um terno escuro, elegante e uma cartola. Um bigode espesso... Era meu pai. Minha mãe do outro lado! O garoto, o garoto... Ele, ele era eu!
                - Que merda é essa?!
                A negrinha veio de novo na minha mente. Ela estava com um cara no banheiro. Minha mãe os expulsou. Bateu na negrinha. Eu, eu estava no quarto. Minha mão, eu vi minha mão, meu braço direito...
                - O que é isso? O que é isso? – Eu vi, senti um calor no braço, um espasmo, seguido de um formigamento. Senti uma agonia, uma angustia. Minha cabeça começou a doer, como se fosse estourar pelas têmporas. Meus olhos ardiam; sentir um calor externo, em minha pele. Senti uma pulsação nervosa. Como se um perigo fosse eminente, minhas pernas bambearam. Corri, não escutei as pessoas atrás de mim... Não notei as tentativas de me segurar lá em baixo... Corri para o meu quarto, olhei o corredor, os quadros gargalhavam, quando abri a porta: vi a negrinha, ela estava com alguém no banheiro do meu quarto, ela estava com um cara lá... Tudo era dia, claro; eu vi um garoto escondido na porta, com uma mão dentro do shortinho escuro, se tremendo e olhando para dentro do banheiro: a negrinha estava lá, dava pra ver pela porta entreaberta, o menino estava vendo os dois. Eles estavam, eles estavam: transando. O cara, o cara, ele era...  Ele era branco, de costas, vi que sua bunda era cabeluda e ele copulava com a negra... Com a negra que chorava. Eu escutei a voz dela, e u escutei a voz dela, ela chorava, ela estava com a cara na parede, chorando. Ela... Ele estava estuprando ela. Ele virou, ele olhou pro garoto, o garoto continuou se tremendo com a mão dentro do short e o pai sorria. Seu rosto, seu bigode. Ele, ele era meu pai. O garoto era eu, eu era o garoto. Ah! Meu deus, o que é isso? Eu senti uma pressão no meu pênis, ele estava ereto, eu estava me excitando! Eu estava tendo uma pulsação como se fosse sentir aquilo, eu não lembro, não lembrava. Eu estava tendo um orgasmo. Eu olhei pra minha mão, meu braço direito. Meu deus, meu deus! Minha mão, minha mão direita. Eu estava com as duas mãos. Vitoria veio a cabeça. Minha mãe. Meu deus, meu deus. Eu vi a chave, eu vi o baú, vi meu pai dentro, vi minha mãe, vi a negrinha, me vi criança, vi duas mãos, vi deus, vi jesus chorando, ele estava sangrando, eu estava, minha mão estava; minha mãe estava, meu pai estava indo embora, a negrinha chorava, minha mãe cuspia nela, minha mãe me batia; meu joelho doía, esfolado em milho, diante de um livro escuro. Meu deus me perdoe! Meu deus me perdoe!
“ (...) Sobre a economia privada a repressão sexual se torna a base da inibição psíquica.(...)”

“(...)as neuroses decorrem de uma vida genital inibida.(...)”
Gabriel Brito
Maças Podres.