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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dilma - Meio Ambiente e Economia


Saiu na Folha de São Paulo que para a presidenta Dilma “um crescimento econômico que não respeita o meio ambiente compromete o presente e o futuro do país”. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/1097858-preservacao-ambiental-e-essencial-para-crescimento-economico-diz-dilma.shtml)

É interessante que nossa sábia governante entenda de economia e desenvolvimento “sustentável” como ninguém. Afinal, a produção de automóveis no Brasil tem tido um crescimento constante tanto quanto sua venda, que, através da redução do IPI pra automóveis, tem sido um “remédio” para a economia brasileira.
O curioso é justamente esta relação, numa semana reduz o IPI para automóveis, (consequentemente aumentando a emissão de gases poluentes em maior quantidade; jogando mais carros nos trânsitos já caóticos; e etc), e noutra discursa sobre “..não respeita o meio ambiente..”(acima).
O que não se percebe é o nexo causal entre redução de impostos, aumento de produção, vendas, poluição e lucro.
Para expansão do capital, para a constante produção de mais valia, sempre é necessário que os custos sejam reduzidos,(evitados), por isso, energias renováveis, não poluente, existentes a tanto tempo, ainda não são utilizadas, o custo não compensa! Com certeza, sabe a nossa presidenta que isto é fato; investir em energias renováveis é “uma necessidade”, assim, em total “harmonia”, se investe em uma nova usina nuclear o “Angra 3”.

Para que a economia continue “crescendo”, o Brasil tem que prosseguir com suas políticas de redução de impostos para as empresas privadas, políticas neoliberais (este é o Partido dos Trabalhadores?) e falar de “meio ambiente” é “politicamente correto”…Enquanto isso, o mundo caminho pro buraco…


quarta-feira, 23 de maio de 2012

OLHOS ABERTOS: Redução da Jornada de Trabalho Pela Metade

OLHOS ABERTOS: Redução da Jornada de Trabalho Pela Metade: Bom, primeiro, gostaria de dizer que, o “crescimento do número de empregos” tão aplaudido pela social democracia pernambucana não passa de...

Redução da Jornada de Trabalho Pela Metade


Bom, primeiro, gostaria de dizer que, o “crescimento do número de empregos” tão aplaudido pela social democracia pernambucana não passa de uma manipulação da realidade. Participei de duas seleções nos últimos dois meses, para a primeira, com duas vagas, oitenta pessoas fizeram a seleção; a segunda, para três vagas, apenas no turno em que eu estava, tinham pelo menos 18 pessoas que contei, fora as que foram “desconsideradas” para a entrevista.
De qualquer forma, a minha atual reflexão é simples: se as falaciosas taxas, velam a realidade, pois, se levarmos em conta o crescimento do tráfico de drogas e dos diários homicideos; assaltos a banco, que na Bahia em relação ao mesmo período de 2011, já representam um aumento de mais de 100%, (88 assaltos), em suma: da criminalidade e violência, afinal, criminalidade e desemprego andam juntos, qual a solução para o desemprego?
Bem, a resposta é simples, se trabalha-se oito horas por dia, e atualmente, não se tem 50% da força de trabalho desempregada, porque não então, reduzir o tempo da jornada de trabalho para 4 horas? O cálculo é simples, reduzindo pela metade a jornada de trabalho, temos o dobro de número de vagas e como não temos a metade da mão de obra desempregada, estaria resolvida a situação.
Parece que isso não é viável não é não? Afinal, para onde iria o lucro dos empregadores? Oras! Mas queremos reproduzir lucro, ou reproduzir a sobrevivência humana?
Acordem! A permanência deste modelo de economia privilegia apenas a expansão do capital, se não for “capitalmente” racional, não se aplica mudança alguma.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Consumo destrutivo de seres humanos – Prostituição


   

      No capitalismo, todo trabalho é tornado abstrato. Não importa que este trabalho, para produzir   ou valorizar mais-valia (mais valor – lucro neste moldes),      seja proveniente do que categoriza o trabalho como “intercambio orgânico do ser humano com  a    natureza”,    fundamental   e     “eterna condição humana”, ou se venha de fontes que não mantenha nenhuma relação de necessidade para a perpetuação humana; como a venda de serviços e tantas outras coisas.
            Como quase toda atividade pode gerar mais-valia, não importa então, qual sua fonte. Seja o capitalista então, um empresário, político, traficante, cafetão, etc etc., dessa forma, as necessidades existentes de fato, como a alimentação, a saúde, habitação; são deixadas de lado no tocante a superação das carências, consequentemente, os valores de uso produzidos pelo trabalho que supram tais necessidades são produzidos somente em regiões em que o mercado consumidor possa manter o lucro (não importa se na África, uma criança, estatisticamente, morra de fome a cada 3 segundos; ou se crianças trabalhem com menos de 8 anos de idade nas fronteiras brasileiras, para traficantes, mesmo que a produção industrial de cada país, possa superar a carência que joga estas pessoas nestas condições). Mas no que se refere as necessidades e os valores de uso produzidos pelo trabalho, 1) 1)11: caso não seja rentável, não são produzidos; 2): se é rentável, sua produção se dá em abundância, o que logicamente faz com que, em determinado ponto, a abundancia deixe de ser consumida (lei de oferta e procura); entra em jogo então, algumas características de “fetichismo” para alterar as “percepções” que teremos dos objetos. Entra a “obsolescência perceptiva” (vide moda)(vide modaptiva"objetos.faz com que, em determinado ponto, a abundancia deixe de ser consumida (lei de oferta e procua) que nos faz comprar não pelo seu valor de uso, pela necessidade a qual determinado produto supriria (roupas, para proteger do frio, agasalhar, “pudor”, etc), mas sim pelo seu caráter “visual”, como design, estética, “dentro da moda” ou fora dela, etc., assim, a produção passa a se configurar de acordo com o valor de troca; se produz, se comercializa, o que é rentável, independente de seus valores de uso. Por exemplo: a produção de mercadorias de informática e eletroeletrônicos está sempre se renovando, seus designers são sempre modificados, inovados, renovados, mesmo que a utilidade de tais mercadorias, sempre seja a mesma (um telefone, contato “a distancia”; um fogão, forno, “preparar alimentos”; geladeira, “conservar alimentos”), mesmo que novas características surjam, melhorando suas características, funcionalidades, só se fazem tais modificações, caso seu valor de troca seja valorizado, pois, por exemplo: já existe combustível elétrico para carros por exemplo; baterias solares poderiam ser utilizadas em celulares, porque não?, a força dos ventos pode ser utilizada em industrias para gerar energia; mas seus investimentos elevam o custo de produção, o que ao desvalorizar a mais-valia, acrescenta ao valor de troca tal custo que, de ante do mercado, torna-se inviável sua produção e portanto, não deve ser produzido dessa maneira. Assim sendo, mesmo que a produção seja destrutiva (aquecimento global; escassez de recursos naturais, potenciais destrutivos – energias oriundas de plutônio, enriquecimento de uranio, etc), continua-se a utiliza-las como meios de produção que influem diretamente na viabilidade de seus valores de troca. E o consumo, indiretamente, dado ao caráter fetichista das mercadorias produzidas, ignora se o pão foi feito por um trabalhador escravo sob o comando de seu feitor; se o travesseiro foi produzido com substâncias toxicas que a longo prazo causam danos ao cérebro, como é o caso de travesseiros “não-inflamáveis”; se o tênis que se calça é feita por crianças exploradas na Indonésia, mulheres mal pagas no México; se a madeira é extraída ilegalmente ou não da Floresta Amazônica; etc etc). Como o que importa é a valorização de mais-valia, então o valor de troca substitui os valores de uso no tocante à lógica de produção.  
            Entendido o caráter de valorização da mais valia e, portanto, da logica de produção determinada pelo valor de troca, logo, podemos falar então, do comércio de seres 

Mulheres, a produção de mercadoria sexual humana.

            Não nos cabe aqui, divagar sobre a história sobre o assunto, mas sim, entender a logica de destruição da vida em prol do comercio sexual e sua relação com o patriarcado – entendido aqui como a dominação masculina da sociedade.
            Para um jovem francês, que viaja do sul de seu país, cruzando a fronteira para entrar na Espanha e fazer um turismo sexual, não há problema nenhum se a mercadoria que comprará – foi produzida sob o comando de seu feitor; se foi trazida num navio negreiro da África ou por carteis criminosos da China – o que importa-lhe é a satisfação de suas necessidades, sejam materiais, carnais, espirituais. Como, a cultura também influência neste caráter “livre” da juventude masculina, (filmes como American Pie, Euro-Tripen, etc etc), logo, o jovem francês, “liberal”, “livre”, num primeiro momento, dado ao caráter fetichista da mercadoria-mulher (prostituta, escrava do sexo, mulher coisificada) não está preocupado com a “procedência” da mesma; e num segundo momento, como também sabe que tem “todo o direito do mundo(dos homens) de manter relações sexuais com qualquer puta” (e tem a lei a seu favor, pois na Espanha, a prostituição é legalizada, mesmo que não o seja a cafetinagem ou a administração e institucionalização da mesma), pra ele, nada mais natural está acontecendo. 1): é homem, logo, posso (penso, logo, existo); 2): o fetichismo da mercadoria anula qualquer “caráter” perceptível, aprofundante; além da imediaticidade,  ao ludibriar-lhe a consciência.
            Não se pode ignorar a circulação do capital para se fazer tal analise, pois, dada a logica de “soma-zero” dentro do capital, o sexo-turismo-destrutivo realizado pelo nosso jovem, ao despender por exemplo, £ 300 com a puta, fez com que, este valor (£ 300), saísse de seu bolso e passasse as mãos do cafetão, dono, feitor que à domina. Logo, este cafetão agora, passa a adicionar este valor, deduzido da mínima porcentagem que dê a sua escrava, a circulação de capital dentro de seu meio social – o trafico internacional – pois como em qualquer empresa, a soma dos ganhos, deve ser utilizada para investimentos, pagamentos, “impostos-propinas”, etc etc; assim, seu dinheiro, entrando na circulação de capital, passa a valorizar a mais valia num contexto social, seja a nível local, regional, ou mesmo internacional. Com a demanda, que aqui fora representada por nosso jovem e livre francês, a produção de mercadorias sexuais continua.
            O jovem exemplificado, numa perspectiva agora social, não tem problemas “de consciência” alguma com seu consumo destrutivo, pois, como já mencionado, sua cultura não enxerga a “liberdade sexual” masculina, como não natural, pelo contrario, caso não o fosse, segundo a cultura masculina, não se teria liberdade o que, portanto, seria uma contradição de termos. No entanto, como foi possível observar, a cultura que mantem, até mesmo com leis (caso da legalidade da prostituição na Espanha), a relação de dominação masculina, normatiza então, a coisificação da mulher, a exploração da mulher – portanto, o consumo destrutivo de seres humanos.
            A normatização da coisificação da mulher e o caráter fetichista da mercadoria-mulher, destroem duplamente, a posição social e justa entre homens e mulheres. Não se pode conceber igualdade, “democracia”, ética, qualquer asneira desse tipo com tais pressupostos, sob pena de hipocrisia, mal-caratismo. A contradição é gritante, não há igualdade, justiça, num mundo onde há prostituição; não há, portanto, superação patriarcal no capitalismo, pois até o caráter destrutivo da valorização da logica de produção dos valores de troca, caracterizam até o conceito de patriarcado, em moeda valorizadora de mais-valia.
             Quando se chama uma prostituta, ou não prostitua de puta, se está usando, seja homem ou mulher o emissor, uma dupla maldade: primeiro porque a puta, só é puta, porque o estado é patriarcal e dentro do capitalismo, porque o consumo destrutivo dos seres humanos tornam a mulher uma mercadoria tal qual outra qualquer e segundo, porque a mulher que chamada de puta, por ter caráter, segundo o emissor, semelhante a segunda, não seria puta caso fosse “decente” e decência, é outra prisão construída historicamente que mantem as mulheres confinadas numa domesticação, afabilidade, que permite com que as “sem sorte”, as putas de verdade, satisfaçam o consumo destrutivo e patriarcal dos homens nas ruas.
            Com a superação do modo de produção, em seus meandros sociometabolicos, ou seja: se todas as relações de produção social, se cada microcosmo, como a família, são resultantes das relações de produção, fundadas pela manutenção da humanidade, por sua eterna condição, o trabalho, então, se a superação do capitalismo e da propriedade privada, tal como a superação do capital em si, e suas determinações de controle dissociado dos produtores, portanto, alienação do trabalho e trabalho abstrato, pode-se vislumbrar uma solução para o problema de “coisificação da mulher”, pois, como a produção num modo de produção não determinado pelo capital, neste caso, propomos o socialismo, na condição de superação da alienação da alienação do trabalho pelo capital, e portanto, da sociedade de classes, logo a produção se voltaria para atender as necessidades humanas e consequentemente, a autonomia do produtores estaria voltada para a produção de valores de uso, sua valorização inversamente proporcional a valorização dos valores de troca, eliminaria o caráter destrutivo do consumo. Assim sendo, com a produção, não guiada pelo capital, mas sim pelos trabalhadores organizados em livres associações e tendo, não mais o capital como determinante de produção, mas sim, o próprio desenvolvimento da sociedade, a “valorização” de mais valia com a exploração sexual da mulher, deixaria de ser uma realidade “velada” e não-velada e passaria a ser o passado vergonhoso durante o domínio patriarcal e seu ápice de dominação com o capital e sua decorrente extinção.


Para meus amigos e para as mulheres,
            Gabriel Brito

Para referências:
 Sérgio Lessa, Trabalho e Proletariado no Capitalismo Contemporâneo.
István Mézsáros, Para Além do Capital.
Cristina Paniago, A Incontrolabilidade Ontológica do Capital.      
Karl Marx, O Capital. (Mercadoria)
Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo.
se calim pelo seu valor de troca ("as, para proteger do frio, agasalhar, "

terça-feira, 1 de maio de 2012

Nacionalizações Nas Américas–Crise do Capital.

Capital Nacional Argentino
Há algum tempo atrás, eu havia publicado numa rede social que a nacionalização da empresa YPF, na Argentina, por Cristina Kirchner, antes do dia 20 de Abril de 2012, era uma estratégia nacionalista do capital, de ante da crise global de circulação do capital; uma prevenção as tempestades vindouras. Disse exatamente, que essa estratégia seria uma tendência. Bom, hoje, de fato isso se mostra como verdadeira: Evo Morales nacionalizou ontem, dia do Trabalhador, 01 de Maio de 2012, a empresa Transportadora de Eletricidade. Coincidentemente, também se trata de uma empresa espanhola.
Qual a importância nesta colocação: ao que me parece, uma tendência está surgindo. Uma tendência de defesa nacional do capital (repito, do capital), de ante do capital global. É evidente que a crise que estamos vivendo, a nível global, está se agravando cada vez mais. Os países desenvolvidos, defendendo suas economias, e consequentemente, a circulação de capital, por parte de de seus monopólios internacionais viabilizados pela superestrutura Estatal, tendem  cada vez mais, a explorarem os países menos competitivos na circulação global. De ante da crise que está se agravando, aparentemente os Estados nacionais do capital, percebendo a fragibilidade da circulação global nos países europeus, parecem está tentando se previnir, fortalecendo suas economias nacionais e não somente “num contexto puramente econômico”, mas também, e arrisco dizer, temerosamente, defender a manutenção básica do funcionamento de seus Estados. Pois, as empresas nacionalizadas na Argentina e na Bolívia, eram fornecedoras de energia.

Um revolucionário e as falsas revoluções
No tocante a “competição”, parece ser um conflito dos países "da América Latina”, contra os grupos Europeus. Afinal, de ante da crise atual, que tem atingido fortemente a “zona do euro”, estariam os Estados nacionais protegendo seus capitais da “instabilidade” europeia?  De qualquer forma, se as nacionalizações (a princípio de empresas europeias - ESPANHOLAS), é uma tendência ou não, só o tempo irá dizer. Todavia, acredito que seja, afinal, o primeiro palpite demonstrou-se correto.
As implicações de ser uma tendência se apresentam como um grave tensão futura, pois, a história tem demonstrado como são resolvidas as questões econômicas; os conflitos armados, ou guerras. Isto no entanto, não quer dizer que estaremos assistindo nos próximos meses a uma guerra (espero que não), mas que, as tensões tendem a ser voláteis. Além desta imediaticidade, convém ressaltar também as implicações dentro da estrutura do capital. Pois, se a cada passo dado, nesta suposta tendência, a tensão aumenta, também é necessário atentar para o fato de que a estrutura de circulação e reprodução do capital, começa também a se “comprimir”. Se o caráter de expansão do capital é "trasnacionalizante”, logo, como a atual tendência “em defesa do capital nacional”, a própria circulação ou expansão primordial para o capital, estará ameaçada, pois, como foi possível assistir com o socialismo soviético, a “compressão” do sociometabolismo do capital, mesmo que nas mãos de um “Estado”, e não de uma classe burguesa do capitalismo, resultou na “implosão” do bloco socialista. Só com a “abertura” para que o capital se expandisse, é que a economia socialista da época pode “aliviar a reprodução do capital” (repito, reprodução do capital, pois, a situação na União Soviética e em outros países do antigo bloco, para a parcela que não sobrevive da extração de mais-valia da classe trabalhadora e do proletariado, ou seja, “a própria classe trabalhadora”, só piorou), que se “integrou” (o capital) nacional ao capital global. Sem os exemplos agora, se o capital nacional se fortalece ignorando o capital global, provocando “tensões” no processo; ou se beirará um conflito de enfrentamento de Estados; ou a própria tendência “nacionalizante”, “sufocará” a reprodução do capital, o que também será desastroso para o capital.
Nas duas alternativas (conflito, ou “isolamento”), o capital majoritariamente ditará às suas personificações (“capitalistas”; financeiros, industriais, burocratas do estado, políticos, etc etc), qual caminho a seguir de ante das causalidades eventuais que não podemos determinar. 

Defesa do capital, contra a humanidade - Grécia.
Todavia, em ambas as opções, visivelmente, não se discutiu a “reprodução humana”, mas somente, as tendências de ante das vertentes (nacional, global) da reprodução expansionista do capital. Humanamente, nenhum dos caminhos será viável a longo prazo para ninguém. A curto prazo, pode ser que parcialmente, algumas migalhas sejam dadas por Kichner na Argentina e por Evo na Bolívia para a classe trabalhadora, através da nacionalização das empresas citadas, mas isto em nada mudará a estrutura determinante, vigente, da reprodução da humanidade sob os mandos do capital. Para que haja uma mudança de fato, para que a humanidade não vá pro buraco somente a superação do sistema de sociometabolismo atual – Daz Kapital – é que poder-se-á visualizar uma alternativa verdadeiramente humana e viável. Essa alternativa é o socialismo. Não resumido ao modo político e jurídico, ideológico, como o foi na União Soviética stalynista, defendida por apologéticos desta via “viável/realista” (autocensurada) de ante da “reprodução realista” da sociedade desde a II Internacional. Mas sim de um socialismo proposto pelo próprio Marx, defendido ontologicamente pelo velho Lukács, atualmente muito bem representado por Itzsván Mézsáros, Sérgio Lessa, etc.; um socialismo embasado no caráter de superação das divisões do trabalho e portanto, revolução proletariada e reestruturação econômica através das livres associações de produtores, livres do caráter “hostil” do controle do capital, sobre a produção.
Termino esta “dedução” afirmando que: as nacionalizações, se se tornarem uma tendência, como parece, podem representar uma nova fase de crise estrutural do capital, em que tal agravamento, só levará para situações cada vez mais danosas para todos. As nacionalizações, (eu aprovo como medida inicial de combate ao capital global) no entanto, são apenas tentativas de seus governos de manter suas economias, ou seja, manterem a reprodução de capital, de lucro. Isto em nada, será vantajoso para a classe trabalhadora, para o proletariado, para aqueles que não estão inseridos na produção social – os desempregados – aos milhões que compartilham com os primeiros a carência dos meios de produção e de subsistência individuais e sociais;  estes em nada se beneficiarão com nacionalização, pois, a reprodução do capital não é reprodução de humanidade.