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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Malala Yousafzai



CONFLITOS ÉTNICOS, DE GÊNERO E DE GENERIDADE HISTÓRICA
fonte: El País.



Diferentes etnias, povos, que mantiveram certa “tradição ideológica” até meados do século XIX, hoje, com o desenvolvimento global do capitalismo, agora intercambiam mercadorias entre si, fazendo com que, idéias, valores e ideologias se colidam. Assim é o choque do mundo politicamente secular (não totalmente, afinal, os valores morais, advém de certa influencia judaico-cristã) com um mundo que desenvolve o capitalismo, buscando seu lugar na concorrência internacional, mas que mantém uma tradição ideológica ainda primitiva, onde um grupo que personifica o extremismo na defesa de tais valores, o Talibã, mantém forte influência.
                Tal grupo, que intercambia mercadorias(armamentos militares produzidos na Russia como a “Ak-47”) com outros estados internacionais, tenta manter as premissas ideológicas de uma cultura milenar pela violência, como uma Idade das Trevas européia, mas num mundo moderno.
                À mulher, que, desde antes do advento da propriedade privada esteve sob o domínio masculino, “pois a história sempre pertenceu aos homens”(Beauvoir), tenta adquirir autonomia, liberdade em meio a um mundo onde os valores morais teocráticos ditam limites sufocantes às várias gerações desde de os tempos do profeta. 
                Da luta de gêneros, que hoje, depois de incontáveis gerações de opressão, finalmente, devido aos intercâmbios realizados pela necessidade de reprodução do capital, os mundos, os valores finalmente se colidem. Assim, numa TV comprada num mercado negro durante a década de 1980 em Cabul, uma criança assiste desenhos fabricados por um outro mundo, bem como assiste “coisas normais” como ir à escola, de um grupo de patinhos sobrinhos de um pato burguês; ou então assiste DiCaprio e Winslet protagonizarem um “imoral” naufrágio ocorrido em 1912, e etc.
                Durante ocupação da União Soviética a regiões árabes, o “comunismo” de cunho stalinista “tirou os véus das moças”, abriu as escolas para ambos os sexos, promovendo nas gerações que desta época participaram(ou pelo menos tentaram, incentivaram), choques culturais, valorativos, que deixaram vestígios até os dias atuais, contribuindo dessa maneira, para que surgisse, em meio à esse mundo primitivo que agoniza por uma libertação, uma criança chamada Malala Yousafzai, que “só quer estudar”...
                Malala representa, não um “ídolo”, ou os “valores ocidentais”, mas o avanço da generidade humana, uma necessidade históricamente determinada, pois nada é tendencialmente “imantente” ao ser humano; os complexos sociais são históricos, são momentos dos seres humanos, e decorrem de uma interrelação dicotômica entre o desenvolvimento histórico da generidade humano, e o ser humano singular e as decisões determinadas que pode tomar, em cada um desses momentos alterando reciprocamente então, as relações da generidade e, neste caso (recente), das individualidades humanas.
                Portanto, divulguemos os choques, intercâmbios, os conflitos, que são, neste momento, protagonizados por uma criança chamada Malala. Para que o mundo perceba que seu movimento histórico-social, ainda está em progresso, e que as ideologias medievais, um dia, não passarão de caduquices de determinados momentos históricos.



Gabriel Brito

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Greenpeace e Avaaz



                Ações que pedem o fim do desmatamento ilegal, como a campanha pelo “desmatamento zero” realizadas pela Greenpeace possuem uma conotação econômica ingênua do ponto de vista da economia capitalista. Pois para o capital, “fontes renováveis, energia limpa, materiais recicláveis, re-plantio, etc etc” só são racionalmente implementados, quando fazem parte da “agenda do capital”, caso não, quando não há, digamos... uma “linha de menor resistência”, não há alternativa racional dentro dos horizontes do capital. Notar, “racional” para o “capital”; não quer dizer “racional” para a sociedade HUMANA.
Sobrevoo pela Reserva Extrativista Verde para Sempre
GREENPEACE - RODRIGO BALEIA
               
 Sendo assim, as ações do Greenpeace combatem os efeitos do sistema capitalista, mas não sua estrutura. Todavia, isto não reduz a importância CONSCIENTIZADORA e ATIVISTA do grupo.
                Outro grupo que é digno de nota, é o Avaaz.org. que, devido a sua articulação internacional, e suas intenções POLÍTICO/ATIVISTAS anti-exploração da ALTA BURGUESIA, dos grandes CAPITALISTAS e de ESTADOS REPRESENTANTES DOS INTERESSES EXPLORATÓRIOS DA CLASSE DOMINANTE.
                Mas, assim como o Greenpeace, a articulação e o ativismo do Avaaz, também não bate na causa estrutural da nossa sociedade – o conflito de classes oriundo da propriedade privada, sob as personificações do capital.
                Por último, é bom perceber como duas recentes publicações dos dois grupos convergem, a do Greenpeace é sobre o Desmatamento Zero, que através de emails tem circulado pala rede denunciando desmatamento em zonas que deveriam está sendo protegidas pelas AUTORIDADES DO ESTADO. Também em relação a DESMATAMENTO, encontramos o apelo dos índios Guarani-Kaiowá, que, estão sendo expulsos de suas terras devido a uma ordem de “expressado pela JUSTIÇA FEDERAL de [ESTADO]  de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.” 

Salvemos os índios Guarani-Kaiowá - URGENTE!
imagem, Avaaz.org
           
      Uma estrutura dividida em classes, sob a propriedade privada, em que as personificações do capital, determinam as veredas da sociedade; Greenpeace e Avaaz, combatendo ações de grupos Privados e PUBLICOS, mas infelizmente combatendo na defensiva e pacificamente.
                É necessário que não só a POLÍTICA ATIVISTA SUBVERSIVA esteja pronta, é necessário identificar as verdadeiras causas fundantes da atual soberania de classes, e propor a LUTA OFENSIVA.

Gabriel Brito      

p.s.  a baixo, links;
http://www.greenpeace-comunicacao.org.br/email/cyberativismo/ciber_23-10-2012d.html