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segunda-feira, 24 de junho de 2013

DILMA: PLEBISCITO e PROTESTOS



Um PLEBISCITO sobre a reforma política diante das manifestações “populares” (à parte posições conservadoras; supostamente neutras; ou de esquerda)?
Maior severidade aos “corruptos”? Dar ao povo o PODER de decidi-lo?, e não somente essa decisão, mas da REFORMA no geral?
A Constituição de 1988 alterada, LEGITIMAMENTE PELO POVO?
Foto de � Ueslei Marcelino / Reuters/Reuters¹
 
 
            Surpreendentemente, DILMA (tantas vezes criticada) apresenta uma possibilidade política que, de fato, se aproxima da esquerda. Essa não era a prática, justamente, do venezuelano HUGO CHAVES?, e por isso, consequentemente, a demonização realizada pela  direita (e da classe/ IDEOLOGIA DOMINANTE) ao mesmo?
            Um dos problemas referentes ao ESTADO e, nesse caso, a POLÍTICA (enquanto meio pelo qual se utiliza, teoricamente, de forma legítima ou justificável, o PODER) é a REPRESENTATIVIDADE. Quantas frases não estão sendo publicadas em redes sociais com slogans do tipo: “Feliciano não me representa”; “Pelé, Ronaldo não me representam”; “Diego me representa.”, etc.? Isto é: a REPRESENTATIVIDADE é estritamente delicada.
            O referendo (ou “um” referendo) não seria, grosso modo, uma forma do próprio povo de se manifestar, de se REPRESENTAR? Não é justamente esse o medo da direita (e da IDEOLOGIA DOMINANTE)? Principalmente agora, que o povo (repetimos: independente se conservadores, “neutros”, direitistas ou esquerdistas) não “para mais em casa!”, vive nas ruas.
            Obviamente que a pauta foi dada apriori (não necessariamente podemos dizer que o povo construiu a pauta). Nesse caso, o direito a greve, é um direito “pró-trabalhadores”, por exemplo, mas joga dentro do jogo do patrão (direito burguês). Ou seja, ainda se está dentro do jogo politicamente dado (superestrutura – em termos marxistas – e não na infra-estrutra). Todavia, ignorar o assombroso fato de que o povo (nós) podemos “tocar” na constituição, é, no mínimo, viver “em um u-topus” (um lugar nenhum).
            O perigo, todavia, não pode ser esquecido. Faz-se necessário lembrar do passado, de 1964 (só como alerta, mas não somente). Historicamente, os golpes (não somente militares) entram em jogo como CONTRA-REFORMAS.  Por isso, diante do povo nas ruas, diante da potencialidade de modificação constitucional; em germe (ou já em girino), existe “o monstro da lagoa”. 

¹: Disponível em: <http://br.noticias.yahoo.com/fotos/presidente-dilma-rousseff-%C3%A9-vista-durante-cerim%C3%B4nia-pal%C3%A1cio-foto-194655229.html>