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segunda-feira, 29 de julho de 2013

DILMA: PLEBISCITO e PROTESTOS II



Dissemos em postagem anterior, com o mesmo título:

“O referendo (ou “um” referendo) não seria, grosso modo, uma forma do próprio povo de se manifestar, de se REPRESENTAR?

Antecipamos uma resposta:

“Obviamente que a pauta foi dada apriori.”

Agora comentamos os fatos decorridos até então:

1)      O jogo político se deu na superestrutura, a saber, nas relações político-ideológicas (grosso modo) burguesas. Assim sendo, a margem de manobra foi estreita. Não foi possível ir além de pequenas reformas (0,10 R$ a menos ali, mais médicos aculá, mais dinheiro de Royalties para educação, votação em mais rigor em punições contra corruptos – combate a efeitos, portanto, não as causas – etc.,);

2)      Quando os caminhoneiros (estes trabalhadores que transportam a “riqueza material” da sociedade) entraram na onda de paralisações, unidos enquanto classe, receberam da presidenta uma resposta: “não vou permitir que nossa atividades produtivas [relações de produção capitalistas – infraestrutura] sejam interrompidas...”;

3)      Quando os rodoviários pararam em Pernambuco, ou seja, enquanto estes trabalhadores se uniram enquanto classe, já no segundo dia de paralização, puderam ver sua greve se tornar, pelo ministério publico, em uma atividade ilegal. Bravamente continuaram, mas o governador, Eduardo Campos, junto ao Ministério Público, no quinto dia [se bem me lembro] de greve, utilizou todos os meios para que as atividades produtivas voltassem ao normal (pois é claro que quando os transportes param todo o sistema para, as engrenagens da reprodução infraestrutural do capitalismo param).

Como conclusão, podemos dizer que:

Quando os trabalhadores da base (relações materiais de produção) pararam, não ouve apoio de nenhuma outra esfera da sociedade (a pequena burguesia dos protestos que “acordou o gigante”, logicamente, não se manifestou; nem tampouco a massa de manobra, o oba-oba que totalizou 100 mil aqui, 10 mil aculá etc); ninguém se manifestou em apoio aos caminhoneiros e rodoviários grevistas.

Por ultimo, pensando em conservadores e revolucionários: os Grandes protestos acabaram por jogar um jogo conservador, que permaneceu legitimando a tradição; ao passo que o teor revolucionário inexistiu.


Que avanços foram esses?

Breve comentários sobre o pedido do prefeito do Rio de janeiro



Ele quer que deixem as portas de sua casa, pois o prefeito que é, melhor dizendo: o político que é o é enquanto exerce sua profissão, seu cargo. Portanto, o homem que fica em casa, com a família, não é o mesmo que exerce a política.

Bom exemplo da divisão entre ética e moral. 

Partindo da ideia de que a moral seria pessoal, referente a valores, princípios privados e não o contrário, referente à vida publica, logo, entende-se o que o prefeito quis dizer: “em casa [moral] não sou o prefeito-político [ética]”. 

Envolve-se, também, com a ideia de “Razão de Estado”. Isto é, com a forma de agir própria do Príncipe (governante, soberano) enquanto representante do Estado. Dessa forma, a racionalidade necessária ao exercício da Ordem secundariza os princípios morais [privados] e, nesse sentido, faz o que se tem que fazer (independentemente da vida privada, moral).

Esta ilustração quer dizer apenas o seguinte: as manifestações contra o prefeito do Rio de Janeiro estão lhe atingindo das duas formas: moral e eticamente, político e pessoalmente, publico e privadamente. 

Maria Laura disse o seguinte: Por que ele (o prefeito) não pensa isso (ao falar enquanto pai, pensando nos filhos) quando age (pela razão de Estado) da maneira como tem agido (“como é que ele pode se sentir desvalorizado e ameaçado, se as pessoas são ameaçadas, desvalorizadas e humilhadas pelo seu governo o tempo inteiro?”). 

Por: Gabriel Brito e Maria Laura.