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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Breve comentários sobre o pedido do prefeito do Rio de janeiro



Ele quer que deixem as portas de sua casa, pois o prefeito que é, melhor dizendo: o político que é o é enquanto exerce sua profissão, seu cargo. Portanto, o homem que fica em casa, com a família, não é o mesmo que exerce a política.

Bom exemplo da divisão entre ética e moral. 

Partindo da ideia de que a moral seria pessoal, referente a valores, princípios privados e não o contrário, referente à vida publica, logo, entende-se o que o prefeito quis dizer: “em casa [moral] não sou o prefeito-político [ética]”. 

Envolve-se, também, com a ideia de “Razão de Estado”. Isto é, com a forma de agir própria do Príncipe (governante, soberano) enquanto representante do Estado. Dessa forma, a racionalidade necessária ao exercício da Ordem secundariza os princípios morais [privados] e, nesse sentido, faz o que se tem que fazer (independentemente da vida privada, moral).

Esta ilustração quer dizer apenas o seguinte: as manifestações contra o prefeito do Rio de Janeiro estão lhe atingindo das duas formas: moral e eticamente, político e pessoalmente, publico e privadamente. 

Maria Laura disse o seguinte: Por que ele (o prefeito) não pensa isso (ao falar enquanto pai, pensando nos filhos) quando age (pela razão de Estado) da maneira como tem agido (“como é que ele pode se sentir desvalorizado e ameaçado, se as pessoas são ameaçadas, desvalorizadas e humilhadas pelo seu governo o tempo inteiro?”). 

Por: Gabriel Brito e Maria Laura.

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